quarta-feira, 18 de maio de 2011

Hide Park One (Richard Rogers) - Sustentabilidade e integração com o entorno

O projeto do arquiteto Richard Rogers (do escritório Rogers Stirk Harbour + Partners), nome de destaque da arquitetura high-tech européia, procurou dotar todas as unidades de farta iluminação natural, vistas panorâmicas para o entorno, privacidade, segurança, e ainda possibilitar o uso eficiente de energia e de água.


O conjunto ocupa uma superfície de 65 mil m² e é formado por quatro edifícios de alturas variadas, com um total de 86 apartamentos. Na meticulosa implantação, os quatro blocos foram posicionados de oeste a leste de maneira escalonada.

A forma das lajes dos pavimentos –-larga  no centro e estreita  nas extremidades norte e sul-  foi pensada para propiciar mais luz ao interior das unidades e panorâmicas privilegiadas para o Hyde Park e para a cidade. Visto tanto do parque quanto da Knightsbridge, a parte central mais larga da laje não é notada, pois o desenho foi desenvolvido de maneira a dar a ilusão de que a planta é retangular. O desenho da laje tem ainda a vantagem de maximizar o perímetro, permitindo que os ambientes mais importantes ocupem os espaços ao longo das extremidades com as vistas panorâmicas. Os ambientes secundários ficam localizados na direção do miolo dos blocos, e oferecem vistas controladas para norte e sul.
Cada um dos pavimentos-tipo tem três apartamentos de plantas com diferentes dimensões: com um, três e quatro dormitórios. O nível superior de cada um dos prédios é ocupado por coberturas dúplex, áticos de altura dupla, concebidos e expressos como "tetos habitados". Com uma área de 2.780 m², cada uma dessas quatro coberturas tem seis dormitórios.
  
O térreo dos quatro blocos é interligado e aberto para a rua Knightsbridge, onde um hall de pé-direito duplo abriga três lojas de marcas famosas (o espaço já está ocupado pela McLaren Automotive e Rolex), recepção dos quatro edifícios, escritórios, e áreas de lazer com piscina, salas de cinema, sauna a vapor, fitness, adega, quadra de squash, simulador de golfe e sala de jogos virtuais.








SEGURANÇA E DIÁLOGO COM O ENTORNO
Na fachada, o arquiteto procurou reverenciar os edifícios do entorno usando no alto o cinza neutro, no meio, o cobre patinado vermelho/marrom, refletindo a coloração predominante da rua Knightsbridge e, na base, cor neutra, a exemplo dos blocos de pedra dos edifícios do entorno. O aço utilizado é de cor cinza escuro, mesmo tom dos usados nos trabalhos em ferro das fachadas dos prédios adjacentes.


Os elementos da fachada, além de levar sombra aos interiores aumentam a segurança, direcionam as vistas a partir do edifício, e propiciam privacidade aos moradores. O desenho desenvolvido especialmente para as fachadas faz com que elas pareçam mais transparentes quando vistas da diagonal, e mais sólidas quando vistas do Hyde Park ou da Knightsbridge.
 












O conjunto é interligado ao metrô e possui estacionamentos para motos e bicicletas.

Por causa do empreendimento, o acesso à estação de metrô
Knightsbridge foi deslocada, e para a sua execução foram
utilizados os mesmos materiais do conjunto residencial:
aço, vidro e concreto (abaixo e à direita, na foto).

Uma série de iniciativas de sustentabilidade foi desenvolvida pelo projeto e incorporada ao novo conjunto. Além da correta implantação e desenvolvimentos das fachadas, o projeto pôs em prática uma estratégia geotérmica que utiliza a água do aquífero sob o edifício, a 150 m de profundidade. A água é retirada e armazenada no verão, e no inverno, uma bomba especial a aquece, e também ao próprio edifício. Ao longo do tempo, isso reduz o consumo de energia primária do edifício em 10%, e também a emissão de gases.

Vista do Hide Park


Para saber mais:
Fonte (texto e imagens): http://casaeimoveis.uol.com.br/projetos/arquitetura/one-hyde-park-o-edificio-com-os-apartamentos-mais-caros-do-mundo.jhtm

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