quinta-feira, 16 de junho de 2016

Condomínio Residencial - Serra/ES

 Idealizado para implantação no bairro Morada de Laranjeiras, na Serra. A ocupação acontece em torno de uma via central ladeada por jardim. Por conceito e sustentabilidade buscamos a maior área permeável possível, permitindo a presença de vegetação por todo o condomínio. Rua e calçadas utilizam pavimentos que auxiliam na absorção da água da chuva reduzindo significantemente o volume despejado no sistema de drenagem do bairro, contribuindo para o controle de enchentes.

São 12 unidades de dois dormitórios, podendo ser uma ou duas suítes no piso superior e com sala, cozinha, lavabo e quintal e garagem no térreo, com total de 76 m² de área privativa.
O projeto hidrossanitário segue o conceito de otimização da água, onde se pode destacar alguns diferenciais:
- Prevê sistema de água fria e quente permitindo a instalação de aquecimento solar para a alimentação dos chuveiros:
- Sistema de captação de água de chuva para ser utilizada na limpeza e rega de jardins nas áreas comuns, reduzindo o consumo da água tratada fornecida pela concessionária.
- As bacias sanitárias das unidades internas são tipo caixa acoplada, com sistema "Dual Flush" de acionamento da descarga, proporcionando economia individual.

 


Fachada
 Acesso de condôminos, pedestres ou por veículo, centralizados na portaria 24 horas.


Pátio interno

 Pátio central permite distanciamento entre as unidades garantindo privacidade, ainda que seja um condomínio composto por 12 unidades habitacionais.

Vista geral

 Recuos de frente e laterais garantem privacidade e tranquilidade. Cada unidade possui um quintal que será entregue com jardim e uma área pavimentada que pode ser utilizada como churrasqueira privativa (opcional durante a fase de construção).

Vista superior

O Condomínio oferece piscina, playground, jardins, guarita e duas vagas para visitantes, sendo uma especial PNE.
Cada unidade possui reservatório de água individual, ponto de gás, TV e internet.
Gaia Brasil 2016. Bora?

#GaiaBrasil2016


quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

CASA SUSTENTÁVEL - SÓLON BORGES - VITÓRIA/ES

Maquete do Projeto aprovado

Projeto acaba de ser aprovado pela prefeitura para construção, que deve ser iniciada em 2016. Principais atributos: Insolação e ventilação adequadas para manter a temperatura interna agradável, telhado verde, aproveitamento de água de chuva, bastante área permeável, jardim vertical e horta. O terreno, muito pequeno, teve que ser muito bem aproveitado para que atendesse ao programa dos clientes: 3 dormitórios, um deles uma suíte com closet e banheiro grande com banheira, e no térreo ambientes integrados a um jardim. Lá, uma hortinha onde pretendem cultivar temperinhos e verduras orgânicas. Cozinha? Sim, a cozinha deveria ser o ponto de encontro. O “coração” da casa! O casal adora receber amigos em volta de uma mesa farta!
Primeiro estudo

O primeiro passo foi entender a situação do terreno. Onde ele recebe o sol da manhã e da tarde e, muito importante para minimizar o calor de Vitória, entender de onde o terreno recebe os ventos na maior parte do tempo, pra trazer frescor pra dentro da casa. Fiz vários estudos em busca da solução que fosse satisfatória. Mesmo pequeno a posição ajudou muito, pois foi possível setorizar da maneira adequada. Acredito que meus clientes terão um espaço bacana e fresco, reduzindo assim a necessidade de refrigeração artificial, pelo menos na maior parte do tempo. A cobertura de telhas também foi descartada porque a planta acabou ficando irregular para aproveitar a iluminação e a ventilação, e os beirais reduziriam a iluminação, mesmo nos locais onde existe afastamento dos limites do terreno. Isto também dificultava o aproveitamento da água da chuva. A cobertura então foi transformada em um terraço verde onde também será criado um deck que vai proporcionar um espaço de estar externo, bom pra contemplar as estrelas e tocar um violão! Dessa forma, a maior porção terá cobertura tipo telhado verde, que trará mais frescor para o interior da casa, mais do que se tivesse a cobertura de telhas de barro. Além disso, o sistema escolhido para o telhado verde também vai permitir a captação da água de chuva que será distribuída para dois reservatórios, um para o jardim da entrada e lavagem da garagem, e outro para atender ao jardim dos fundos e à horta.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Integrar a cozinha à sala? Será?

A cozinha da sua casa é um ambiente social ou de serviço?
Estou desenvolvendo mais um projeto de reforma para um apartamento onde os clientes não tem tanta certeza se devem ou não decidir pela cozinha integrada à área social. É realmente um conflito pertinente visto que muitas vezes a cozinha pode ser o ambiente mais dinâmico e movimentado de uma casa. O desejo de receber amigos desde a cozinha deve ser confrontado com o dia a dia da família e como esta disposição interfere na manutenção da casa.
Depende muito do estilo de vida e do tipo de moradia. Numa casa enorme onde a família tenha muitos empregados e a cozinha realmente for um ambiente de serviço, pode-se até concluir que não tem sentido nenhum integrar estes espaços. Mas para a maioria das famílias jovens que mora em apartamentos ou casas pequenas, pode ser uma forma interessante de vivenciar um outro conceito de morar.
A idéia original de abrigo desde sempre teve o fogo como centro e todas as outras atividades aconteciam no entorno. Muito bacana reunir amigos em torno de uma fogueira, como uma celebração à vida e ao momento feliz. O conceito de casa em torno da cozinha segue um pouco esse sentido.

Nesta casa, apenas o piso de granito delimita o espaço da cozinha.
A mesa de madeira é móvel e acompanha o estilo do piso de tacão de ipê
do resto da casa. Projeto de Camilo Gazzinelli e Álvaro Drummond.
Por menos que se tenha pretendido dar à cozinha status de ambiente social ela é o coração da casa da maioria das famílias, pois é onde acontece o sagrado preparo dos alimentos e muitas vezes onde se compartilha as refeições entre as pessoas da família no dia a dia. Como dizer que seja um ambiente de serviço, termo normalmente utilizado na setorização dos ambientes em projetos de arquitetura?

A primeira coisa que as pessoas pensam é que a cozinha integrada tem que estar sempre como foto de revista para fazer parte do restante da casa. Claro que bagunça não é interessante em lugar nenhum, mas eu particularmente penso que casa é para ser usada e não existe como usar, ficar à vontade, numa foto de revista. Desde que o projeto seja bem elaborado e o resultado for estética e funcionalmente bem resolvido, não há nada feio em visualizar um ambiente sendo utilizado, o que é bem diferente de um ambiente bagunçado.

Imagine-se recebendo amigos no seu apartamento ou casa. A idéia de você servir os petiscos, preparar um jantar e buscar bebidas saindo de uma cozinha fechada é totalmente diferente desde o conceito. A visita sentada na sala e você servindo, mesmo que conte com ajuda profissional. Na cozinha integrada você recebe a visita - abre o espaço da sua casa para compartilhar com seus amigos. Diferente de servir, mesmo que você seja do tipo que não goste que seus amigos acessem a sua geladeira. Só o fato de você estar no mesmo espaço já demonstra outra relação com eles.
Uma preocupação recorrente, obviamente, é a disseminação dos odores da cozinha para o resto da casa. Na maioria das vezes este aspecto pode ser solucionado facilmente com a instalação de uma coifa eficiente no projeto.


Outra coisa importante que deve ser levada em conta é o tipo de alimentação da família. Há os que têm o hábito de preparar frituras com freqüência, muitas vezes diária. Para estas famílias eu não indico a integração dos ambientes, mesmo contando com equipamentos eficientes de exaustão.  Sou mais inclinada a indicar hábitos mais saudáveis de alimentação!
Há quem tenha se arrependido de integrar a cozinha? Claro que sim. Depois de modificada não temos mais a possibilidade de “interditar” a cozinha fechando a porta e sentar na sala arrumadinha para relaxar... Mesmo se tiver uma empregada o tempo todo disponível pode não ser agradável estar “no meio” da arrumação no momento relax na sala.
Mais do que adotar uma tendência e longe dos modismos, o questionamento necessário para se tomar a atitude acertada deve passar exatamente pela análise do que é mais importante para você e sua família. Isolada ou integrada, sua casa deve ter o seu jeito. Veja se você dá conta de modificar hábitos simples em troca de um conceito mais aberto de vivenciar o seu espaço. A sua casa deve refletir isso.
Neste caso, ou se exige menos de si próprios entendendo que o uso sempre gera certa bagunça (o que cá entre nós também pode ser controlado) e que não é o fim do mundo sentar na sala depois de um dia cansativo sem ficar olhando o copo que está sobre a pia, ou se abre mão do prazer de ter os ambientes integrados e mantemos o isolamento do restante da casa mesmo que seja simplesmente para pegar um copo de água “lá no outro setor”. 


Por fim, tudo isso tem que ser analisado de acordo com o tipo de moradia, as dimensões dos espaços, a maneira como os moradores se apropriam deles, o estilo de vida e os hábitos alimentares de cada família. E buscar a melhor solução para que você seja realmente feliz na sua casa!

Créditos das imagens:
- Disponível em <http://www.abril.com.br/noticia/estilo/no_296512.shtml>;
- Disponível em <http://www.cozinhasmodernas.net/cozinhas-americanas-na-moda/>;
- Disponível em <http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2011/04/classificadoes/imoveis/813612-menos-paredes-garante-mais-espaco-nas-residencias.html>

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Hide Park One (Richard Rogers) - Sustentabilidade e integração com o entorno

O projeto do arquiteto Richard Rogers (do escritório Rogers Stirk Harbour + Partners), nome de destaque da arquitetura high-tech européia, procurou dotar todas as unidades de farta iluminação natural, vistas panorâmicas para o entorno, privacidade, segurança, e ainda possibilitar o uso eficiente de energia e de água.


O conjunto ocupa uma superfície de 65 mil m² e é formado por quatro edifícios de alturas variadas, com um total de 86 apartamentos. Na meticulosa implantação, os quatro blocos foram posicionados de oeste a leste de maneira escalonada.

A forma das lajes dos pavimentos –-larga  no centro e estreita  nas extremidades norte e sul-  foi pensada para propiciar mais luz ao interior das unidades e panorâmicas privilegiadas para o Hyde Park e para a cidade. Visto tanto do parque quanto da Knightsbridge, a parte central mais larga da laje não é notada, pois o desenho foi desenvolvido de maneira a dar a ilusão de que a planta é retangular. O desenho da laje tem ainda a vantagem de maximizar o perímetro, permitindo que os ambientes mais importantes ocupem os espaços ao longo das extremidades com as vistas panorâmicas. Os ambientes secundários ficam localizados na direção do miolo dos blocos, e oferecem vistas controladas para norte e sul.
Cada um dos pavimentos-tipo tem três apartamentos de plantas com diferentes dimensões: com um, três e quatro dormitórios. O nível superior de cada um dos prédios é ocupado por coberturas dúplex, áticos de altura dupla, concebidos e expressos como "tetos habitados". Com uma área de 2.780 m², cada uma dessas quatro coberturas tem seis dormitórios.
  
O térreo dos quatro blocos é interligado e aberto para a rua Knightsbridge, onde um hall de pé-direito duplo abriga três lojas de marcas famosas (o espaço já está ocupado pela McLaren Automotive e Rolex), recepção dos quatro edifícios, escritórios, e áreas de lazer com piscina, salas de cinema, sauna a vapor, fitness, adega, quadra de squash, simulador de golfe e sala de jogos virtuais.








SEGURANÇA E DIÁLOGO COM O ENTORNO
Na fachada, o arquiteto procurou reverenciar os edifícios do entorno usando no alto o cinza neutro, no meio, o cobre patinado vermelho/marrom, refletindo a coloração predominante da rua Knightsbridge e, na base, cor neutra, a exemplo dos blocos de pedra dos edifícios do entorno. O aço utilizado é de cor cinza escuro, mesmo tom dos usados nos trabalhos em ferro das fachadas dos prédios adjacentes.


Os elementos da fachada, além de levar sombra aos interiores aumentam a segurança, direcionam as vistas a partir do edifício, e propiciam privacidade aos moradores. O desenho desenvolvido especialmente para as fachadas faz com que elas pareçam mais transparentes quando vistas da diagonal, e mais sólidas quando vistas do Hyde Park ou da Knightsbridge.
 












O conjunto é interligado ao metrô e possui estacionamentos para motos e bicicletas.

Por causa do empreendimento, o acesso à estação de metrô
Knightsbridge foi deslocada, e para a sua execução foram
utilizados os mesmos materiais do conjunto residencial:
aço, vidro e concreto (abaixo e à direita, na foto).

Uma série de iniciativas de sustentabilidade foi desenvolvida pelo projeto e incorporada ao novo conjunto. Além da correta implantação e desenvolvimentos das fachadas, o projeto pôs em prática uma estratégia geotérmica que utiliza a água do aquífero sob o edifício, a 150 m de profundidade. A água é retirada e armazenada no verão, e no inverno, uma bomba especial a aquece, e também ao próprio edifício. Ao longo do tempo, isso reduz o consumo de energia primária do edifício em 10%, e também a emissão de gases.

Vista do Hide Park


Para saber mais:
Fonte (texto e imagens): http://casaeimoveis.uol.com.br/projetos/arquitetura/one-hyde-park-o-edificio-com-os-apartamentos-mais-caros-do-mundo.jhtm

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Biopiscinas, ou Piscinas Biológicas

São piscinas cuja água é tratada sem adição de produtos químicos. A manutenção da qualidade da água é feito constantemente por meio da instalação pedras e de plantas aquáticas adequadas para este fim. O meio ambiente é beneficiado pela presença de água limpa sem presença de poluentes químicos e as pessoas tem a garantia de nadar em um ambiente saudável, além de não precisarem mais pensar na manutenção periódica das piscinas.
A área escavada é revestida com uma lona impermeável depois preenchida com água limpa. Também pode necessitar de bomba, mas com uma função um pouco diferente das piscinas convencionais: fazer circular a água entre a área de natação e área de tratamento, garantindo sempre a boa qualidade da água. O fundo pode ser aspirado de tempos em tempos para remoção das folhas para manter o bom aspecto da água na área de natação.
O projeto deve prever a setorização dos espaços para natação, que pode ser revestido com lonas coloridas provocando efeitos visuais distintos e a área de tratamento onde são instaladas as pedras e plantas que irão filtrar a água e remover as substâncias nocivas a fim de assegurar as características de balneabilidade da água. Tecnicamente, a área de nado deve apresentar proporção adequada à área de oxigenação para garantir o equilíbrio do sistema. Mas mesmo assim é possível construir biopiscinas de tamanho reduzido que também produzam o equilíbrio ambiental necessário.
As possibilidades formais são muito menos limitadas do que nas piscinas convencionais, pois podem ter aspecto rústico como um lago inserido em um contexto campestre ou podem ser mais elaboradas, com características de piscina, compondo arquitetonicamente com o restante da construção.
Percebi que estão sendo bastante difundidas na Europa, mas uma questão sobre a viabilidade por aqui me fez pesquisar melhor o assunto: os mosquitos! Estamos falando de água limpa e um dos nossos maiores problemas é a Dengue. Segundo o site da Bio Piscinas, empresa especializada em tratamento de água de Portugal, não há risco de proliferação deste ou daquele mosquito porque o sistema aumenta a biodiversidade, atraindo também insetos e animais predadores dos mosquitos, produzindo assim um ambiente equilibrado.
Esse assunto ainda vai render por aqui!

Quarteira
Piscina biológica junto da casa numa propriedade rural
no Algarve, em Portugal, com acabamentos e escada
em pedra calcária. Acesso por dois decks de madeira.
Construída em 2009.
Fonte: http://www.biopiscinas.pt/galeria


Silves
Piscina biológica construída em 2008 com áreas de estar associadas.
Acabamentos em granito da Serra de Monchique.
Acesso em escada central de pedra natural e pedra de salto.
Fonte: http://www.biopiscinas.pt/galeria


Monchique
Esta piscina biológica construída em 2000
é combinada com uma Sauna (ao fundo).
Fonte: http://www.biopiscinas.pt/galeria
   

Foz de Arelho

A casa contemporânea exigiu uma piscina biológica de
aspecto moderno.
Foi necessário construir a forma em concreto
para implantá-la no terreno com declive acentuado.
Fonte: http://www.biopiscinas.pt/galeria




Litoral Alentejano

Piscina biológica de 160 m2 inserida num quintal.
A borda elevada da parte de banho serve como área de estar.
Construção de 2010.
Fonte: http://www.biopiscinas.pt/galeria


Costa de Caparica
Piscina Biológica com cerca de 150 m2
área de banho no centro, da Bio Piscinas.
Fonte: http://www.biopiscinas.pt/galeria



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